Árvore de Natal

Sempre em todos os dezembro da minha vida, iniciei-os com a minha árvore de natal montada, enfeitada e iluminada na sala.E sempre falei muito que queria conservar esta tradição da minha família, mantida pelos meus pais, mais pela família do meu pai, mais precisamente pela minha avó Maria “Schatz”.
Quero reunir forças para ir buscar as caixas onde guardo os enfeites, pegar a árvore enrolada em plástico bolha.
Abrindo cada caixa de enfeites, embarco numa viagem de sonhos e risadas, lembrando os meus filhos que sempre me acharam uma exagerada querendo a cada ano comprar enfeites e bolas novas e mais luzinhas.
Isto vem de muito tempo atrás, quando meu pai lá por outubro, já começava a trazer de suas viagens, algumas pedrinhas diferentes que ele encontrava às vezes na estrada para colocar no presépio, que montaria no inicio de dezembro e ele gostava de contar que a minha avó Maria também começava cedo a organizar a casa para o natal, inclusive que o presépio que ela fazia tinha um laguinho com água corrente.
Tudo isto faz eu sentir esta vontade de que a minha casa seja assim no natal, mas este ano ta diferente...
Muitas coisas aconteceram neste ano de 2006, e preciso de um empurrão para começar a montar a minha árvore.
Talvez eu tenha que começar por abrir as caixas e coloca-las assim, abertas me olhando, quase pedindo para que eu comece a pendurar os enfeites.
E é muito bom quando cada um que vai chegando do trabalho ou da aula e faz: Oh! Já ta montada a árvore, que legal!
Neste ano vai faltar a Bibiana, mas vou mandar uma foto pra ela e talvez ela faça: OH! Pelo msn, e mesmo assim vai ser muito bom.
A saudade é muito grande e boa de sentir de uma pessoa amada e filha tão querida.
Acho que este é o empurrão.

2 Comments:
Eu estava só esperando uma nova publicação... ainda mais depois de toda a função no aeroporto!
E aí, Suzi, como estão os dois em Madri? Já recebeste informações? Fiquei de ligar na mesma tarde do desembarque em Madri, mas cheguei exausto em casa e acabei não ligando...
E a árvore, tá montada?
Beijos
Suzana.Que texto mais candente e bonito. No lado sul da casa da Honório um corredor estreito, da largura duma lage. O muro alto lindeiro fazia mais úmido aquele. Sol nenhum e nunca. O limo se formava. Um veludo verdinho escuro. Pegamos os pedaços, com delicadeza, com uma faca. Foram parar neste presépio que a Suzana contou e que botaram duas lágrimas quarendo cair no teclado.
Beijos
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