Tuesday, August 22, 2006

Busca frenética


Há infinitas maneiras de se mostrar para os outros em nossa volta, o que realmente somos. Só o indivíduo terá a sua ótica da vida, a que ele vê. A pessoa pode mostrar-se num olhar, querer te envolver num sorriso, num gesto de atenção, num disfarçar de descontrole, até levar ao máximo de vontade que tu a entenda de alguma forma e entender tu pode, mas jamais olhará o mesmo olhar que ela sobre todas as coisas.
Este olhar pode te trazer uma saudação lá de longe, de alguém que esta sentada num banco entre as árvores, claro que, os olhos irão se encontrar naquele instante, só que o meu foco será de resposta àquela saudação, nos estaremos olhando o mesmo jardim a mesma manhã, as mesmas pessoas passando e os mesmos sons, eu do meu olhar ele do olhar dele.
E mais emoção ainda é quando estas pessoas fogem e num cruzar de olhares, numa entrega de quase o mesmo quadro, e se forem descrever o azul do céu será outro o verde da grama também será outro, para cada um, um só olhar.
O que faz o pensamento voar nestes dias tão frios, que acaba deixando a mente mais introspectiva mais filosófica sobre pequenos detalhes do nosso cotidiano, que vai e vem nesta busca frenética da existência, de saborear, de arrepiar, de suar até a raiz dos cabelos por mais uma volta...

1 Comments:

At 7:44 AM, Anonymous Anonymous said...

Baaaah a janela da alma! tu me emociona sempre! por toda essa questão eu sou tão fissurada pela imagem e pela percepção dela! não é por nada que a frase é: sede não é nada, imagem é tudo! não é com o aspecto fútil que parece ter e sim com todas as imagens que nos rodeiam o dia inteiro, as cores, as luzes, os volumes e movimentos!
adorei!
Beijos ;)

 

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